Com vocês, Paulo Fernando, o poeta extra-terrestre!!!!
O EXTRA-TERRESTRE VERSA SOBRE A GENIALIDADE HUMANA
Genial é mostrar o que não tem face
O que não tem norma, nem borda, nem classe
Genial mesmo é o que não tem forma
(Não há mérito em versar sobre a realidade)
(Nem se esmerar na busca da verdade)
Compaixão é não lamentar tragédias conhecidas
Fatos consumados
É não desenganar egos insuflados
O mais interessante é a realidade inventada
A vida real e remendada
(Não há mérito em descrever o que é óbvio)
Genial é não se emocionar com histórias previsíveis
E não rejeitar de imediato as coisas impossíveis
Genial é a coisa que não tem nome
É a idéia mirabolante que ninguém crê
É a coisa insignificante que ninguém vê
(Não há mérito em se viver uma felicidade com motivos)
Genial é mudar incessantemente de endereço
É o recolhimento voluntário
O adereço
É a completa renúncia de si mesmo
É um "deixar de ser" lento e imaginário
Genial é recordar as desditas
Não ditas
É evitar as memórias
E glórias
É não recordar o passado
Genial mesmo é não dar nome aos bois
É fechar as trilhas,
Abandonar as ilhas
Partir em dois
É tornar hermético tudo o que foi exposto
E tornar notório tudo o que foi deposto
Genial é usar a máscara,
Colocar enigmas, levantar cercos
Construir pirâmides, inventar linguagens
Toda forma de não se tornar evidente
Toda forma de se tornar inerente
Genial é não mostrar a verdade possível
Genial mesmo é tornar a idéia factível
Em verdades
Em muitas possibilidades
É consagrar o poema
Como fruto de um então e de um porém
É amar, enfeitar e pulverizar
A dor que pertence a ti e a mais ninguém
O que não tem norma, nem borda, nem classe
Genial mesmo é o que não tem forma
(Não há mérito em versar sobre a realidade)
(Nem se esmerar na busca da verdade)
Compaixão é não lamentar tragédias conhecidas
Fatos consumados
É não desenganar egos insuflados
O mais interessante é a realidade inventada
A vida real e remendada
(Não há mérito em descrever o que é óbvio)
Genial é não se emocionar com histórias previsíveis
E não rejeitar de imediato as coisas impossíveis
Genial é a coisa que não tem nome
É a idéia mirabolante que ninguém crê
É a coisa insignificante que ninguém vê
(Não há mérito em se viver uma felicidade com motivos)
Genial é mudar incessantemente de endereço
É o recolhimento voluntário
O adereço
É a completa renúncia de si mesmo
É um "deixar de ser" lento e imaginário
Genial é recordar as desditas
Não ditas
É evitar as memórias
E glórias
É não recordar o passado
Genial mesmo é não dar nome aos bois
É fechar as trilhas,
Abandonar as ilhas
Partir em dois
É tornar hermético tudo o que foi exposto
E tornar notório tudo o que foi deposto
Genial é usar a máscara,
Colocar enigmas, levantar cercos
Construir pirâmides, inventar linguagens
Toda forma de não se tornar evidente
Toda forma de se tornar inerente
Genial é não mostrar a verdade possível
Genial mesmo é tornar a idéia factível
Em verdades
Em muitas possibilidades
É consagrar o poema
Como fruto de um então e de um porém
É amar, enfeitar e pulverizar
A dor que pertence a ti e a mais ninguém
(Paulo Fernando)








